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Marvel muda história e Capitão América vira vilão

Marvel muda história e Capitão América vira vilão

 

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Capitão América é e sempre foi um supervilão

Capitão América, quem diria, não é o herói que todos pensavam. Em uma nova série em quadrinho,Captain America: Steve Rogers, lançada pela editora Marvel nesta quarta-feira, descobre-se que o personagem patriota é um agente infiltrado da Hidra, organização criminosa derivada do nazismo.

Como o mundo das HQs é repleto de reviravoltas nonsense, o roteirista da história, Nick Spencer, fez questão de limar qualquer teoria conspiratória que possa surgir: "Não se trata de um clone, ou um falsário, de controle de mente ou algo do tipo. É realmente o Steve Rogers, o Capitão América original", disse à revista americana Entertainment Weekly. De acordo com ele, a segunda edição vai explicar muita coisa sobre todo o processo do passado do personagem.

Ao site da revista Time, Tom Brevoort, editor executivo da Marvel, corroborou a história que seguirá como linha oficial, e disse que a trama estava sendo concebida há dois anos. Logo, dicas da revelação foram dadas ao longo de outras revistas desde então.

A mudança chega para "comemorar" o aniversário de 75 anos do personagem, e também servirá como uma crítica metafórica da Marvel em relação ao candidato americano Donald Trump. "Nick Spencer, o roteirista, é muito interessado em política. Ele está acompanhando essa eleição bem de perto. Então podemos falar de política nas revistas de uma maneira metafórica", diz Brevoort. "Qualquer paralelo que você perceber com situações reais ou imaginárias, de pessoas vivas ou mortas, é, provavelmente, intencional, mas não literal."

Vale lembrar que quando nasceu, em 1941, o Capitão América serviu como reflexo do tempo político da época, como um símbolo da luta dos aliados contra o nazismo durante a II Guerra Mundial.

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Nos gibis, toda a trama começa com uma emboscada (transmitida pela televisão) do grupo Novos Guerreiros – formado por Namorita, Radical, Micróbio e Speedball. A intenção era prender alguns vilões na cidade de Stamford, nos Estados Unidos. Porém, durante a batalha, o malvado Nitro causa uma mega explosão, que destrói grande parte da cidade matando centenas de civis, três heróis e 60 crianças de uma escola. O ocorrido revolta a população e o governo americano. Já no filme, uma missão dos Vingadores, envolvendo Capitão América, Viúva Negra, Feiticeira Escarlate e Falcão, em Lagos, na Nigéria, acaba em tragédia, quando o vilão Ossos Cruzados tenta se explodir. A Feiticeira Escarlate, ao proteger o Capitão, desvia o corpo do vilão para um prédio, causando a morte de inocentes. Esse fato, somado à morte de milhares de pessoas em Sokovia, em Vingadores: A Era de Ultron, e em Nova York, em Os Vingadores, motiva a ONU a criar um tratado para controlar as ações dos heróis.

Capitão América é e sempre foi um supervilão

A nova revista do Capitão, que chegou nesta quarta às lojas dos Estados Unidos, coloca Steve Rogers de volta como o herói após um tempo fora. Ele perdeu o soro do supersoldado, envelheceu tudo de uma vez e teve de se afastar. Nesse meio tempo, o Falcão assumiu o lugar do Capitão. Agora, tudo voltou ao normal, com Steve uma vez mais usando o uniforme e o escudo, ambos remodelados.

Mas, espere aí, nem tudo é o que parece. E DAQUI EM DIANTE HÁ MUITOS SPOILERS.

Sim, é isso o que você leu no título. O Capitão América é e sempre foi um supervilão, um membro da organização criminosa Hidra que se infiltrou no meio dos heróis. Chocado? Sim, estamos todos. E o roteirista Nick Spencer e o editor Tom Brevoort falaram um pouco sobre isso à Entertainment Weekly. “Rick Remender, o roteirista anterior da revista, começou a construir essa história da Hidra infiltrada em várias instituições governamentais e em superequipes. Então, comecei a perguntar quem seria a pior pessoa que poderia pertencer à organização? Era óbvio que ninguém poderia ser mais danoso e valioso para a Hidra do que Steve Rogers”, contou Spencer. O roteirista explica ainda que a edição número dois explica muita coisa sobre o atual estado da vida de Rogers, mas que “o que podemos dizer sem qualquer equívoco é que não se trata de um clone, um impostor, de controle da mente e ninguém no lugar de Steve. É realmente Steve Rogers, o Capitão América em pessoa.”

Com Steve Rogers virando vilão, veremos a nova relação dele com a Hidra: “As crenças de Steve são o que a organização deveria ser, para onde deve ir e no que deve focar.

Tom Brevoort fala um pouco sobe o que deve acontecer com os filmes do Capitão – e da Marvel – após esta mudança: “A gente ama os longas e a tendência é que sigamos [nas HQs] nosso próprio caminho e não fiquemos muito próximos do que acontece nas telas e na história que contam. Por definição, nós operamos num lugar diferente: eles produzem uma história do Capitão a cada dois anos, no máximo, enquanto a gente faz várias diferentes histórias todos os meses. Isso dá ao estúdio muito material para se inspirar. Nossas histórias de hoje são uma inspiração em potencial para filmes do futuro”.


A história apresentada nesta edição número 1 mostra um pouco da infância de Steve e revela que a mãe dele recebe ajuda de uma mulher que a convida para fazer parte da Hidra. Há até um encontro, também no passado, entre o Capitão e Barão Zemo e neste momento o herói diz "hail, Hydra".

Ainda não está claro o que esta mudança drástica vai causar no universo Marvel, mas certamente é uma bomba. Esta novidade joga por terra tudo o que a gente sempre soube do herói e modifica muita coisa no próprio mundo da editora. Como é que os roteiristas vão lidar com isso é algo que a gente ainda terá de acompanhar. Será que isso vai para o cinema também?

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