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Firmino Monteiro

Firmino Monteiro

Angelo_Agostini_-_A._F._Monteiro,_1882_(litografia)Antônio Firmino Monteiro (Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1855 — Niterói, 3 de julho de 1888) foi um pintor brasileiro do século XIX. Biografia Antônio Firmino Monteiro (Rio de Janeiro RJ 1855 - Niterói RJ 1888). Pintor e tipógrafo. Artista negro, de origem modesta, exerce inicialmente os ofícios de encadernador e caixeiro. Na década de 1870, no Rio de Janeiro, freqüenta a Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, onde estuda com Zeferino da Costa (1840 - 1915), Victor Meirelles (1832 - 1903), Agostinho da Motta (1824 - 1878) e Pádua Castro. Antônio_Firmino_Monteiro_-_Paisagem,_1885

Antônio Firmino Monteiro - Paisagem

Realiza os primeiros estudos na Europa, para onde viaja, com a ajuda do imperador dom Pedro II (1825 - 1891), em 1880. Na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da Aiba, em 1884, expõe 18 paisagens e cinco quadros históricos, pelos quais recebe o título de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, conferido pelo imperador. 090226_444anosRJ_02

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Entre 1885 e 1887, realiza novas viagens de estudo à Europa, com permanência mais longa em Paris. Ao retornar, leciona pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, e perspectiva e teoria da sombra no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, em Salvador, onde permanece por um breve período. Realiza composições de temas históricos e religiosos, pinturas de gênero e paisagens. Como nota o estudioso Laudelino Freire (1873 - 1937), Firmino Monteiro, assim como o pintor Rodolfo Amoedo (1857 - 1941), revela interesse por questões técnicas da pintura, como, por exemplo, a química dos pigmentos.     Comentário Crítico Como nota o historiador da arte Laudelino Freire, Firmino Monteiro apresenta grande interesse pelos problemas técnicos da pintura, estudando com cuidado a paleta de cores a ser utilizada em suas pinturas, a fim de evitar futuras alterações. Dedica-se inicialmente à paisagem, apresentando telas de cuidadosa fatura, como Paisagem de Niterói (s.d.) e Cascata do Itamarati (s.d.). Segundo o crítico de arte Gonzaga Duque, as suas pequenas pinturas desse gênero são realizadas com um sentimento melancólico, sendo algumas de uma suavidade apaixonada e saudosa, outras mais secas e ásperas, porém expressando sempre uma certa tristeza. Firmino Monteiro dedica-se também à pintura de história, após o sucesso de Fundação da Cidade do Rio de Janeiro (s.d.). Em sua produção, destacam-se, entre outros, os quadros Anchieta Ecreve sobre a Areia o Poema à Virgem (s.d.), Um Episódio da Retirada da Laguna (s.d.), Exéquias de Camorim (ca.1879) e Camões em seu Leito de Morte (s.d). O artista executa ainda pintura religiosa e de gênero. Apesar da qualidade de seu trabalho, Firmino Monteiro não chega a receber o prêmio de viagem ao exterior enquanto aluno da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba.

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