terça-feira , novembro 13 2018
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Dique do Tororó – Salvador – Bahia

Dique do Tororó – Salvador – Bahia

dique-do-tororo-salvador-bahia-1O Dique do Tororó é o único manancial natural da cidade de Salvador, no estado da Bahia, no Brasil, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, comumente reduzido para Dique, que possui uma lagoa de 110 mil metros cúbicos de água. É delimitada, atualmente, pelo bairro do Tororó em sua margem esquerda, pelo do Engenho Velho de Brotas em sua margem direita, ao Norte, pelo estádio Itaipava Arena Fonte Nova e, ao Sul, pelo bairro do Garcia. dique-do-tororo-salvador-bahia-2 É margeado pelas avenidas Presidente Costa e Silva e Vasco da Gama - que, ao Sul, convergem para a avenida Centenário e o Vale dos Barris. dique-do-tororo_5985111 Uma de suas principais características são as oito esculturas de orixás flutuando no espelho d'água do Dique do Tororó assinadas pelo artista plástico Tati Moreno, que são: Oxum, Ogum, Oxóssi, Xangô, Oxalá, Iemanjá, Nanã e Iansã, conferindo à noite uma bela iluminação cénica. O termo "tororó" vem do termo tupi tororoma, que significa "jorro" (de água). História À época do Brasil Colônia, o dique delimitava o limite norte da Cidade Alta de Salvador, então capital do Brasil. Essa estrutura, com função defensiva, encontra-se relacionada por historiadores,2 que reporta ter sido erguida pelos governos gerais, entre o final do século XVII e meados do século XVIII, para defesa complementar dos limites de Salvador. As suas águas contornavam a cidade desde o forte do Barbalho até o forte de São Pedro; para a sua formação, foram represadas as águas das nascentes do rio Urucaia. 3 Ainda de acordo com o mesmo autor, com o desenvolvimento urbano da cidade, partes do dique deixaram de existir, em função de aterros. Na realidade, o primitivo dique constituía-se em uma ampliação do dique de defesa da cidade alta, executada durante o governo do vice-rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735), dentro do plano de fortificação de Salvador. Esse projeto havia sido elaborado em 1714 pelo capitão de engenheiros francês Jean Massé, que, após as invasões do Rio de Janeiro por corsários franceses em 1710 e em 1711, por determinação do rei João V de Portugal (1705-1750), em 1712, passou com o posto de brigadeiro ao Brasil para examinar e reparar as fortificações daquele Estado. 4 Folclore Desde a época colonial, a população de Salvador tinha por hábito se abastecer nas águas do dique. Uma tradicional quadrinha, popular até os dias de hoje, canta: Eu fui ao Tororó Beber água e não achei Encontrei linda morena Que no Tororó deixei... Já o historiador Olavo Rodrigues sustenta que a cantiga refere-se à Bica de Itororó na cidade paulista de Santos

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