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Quilombo do Leblon

Quilombo do Leblon

Restos do Quilombo do Leblon_thumb[1] Restos do Quilombo do Leblon aproximadamente 1936.

Antiga fortaleza do quilombo do Leblon, o Clube Campestre Guanabara representa atualmente o berço de um dos capítulos mais secretos do abolicionismo no Brasil: nele eram cultivadas as camélias, plantas então raras e indicativas do apoio declarado aos ideais de liberdade e igualdade. Os quilombos abolicionistas foram um modelo diferente de resistência à escravidão. Seus integrantes organizavam-se perto dos grandes centros, eram liderados por personalidades públicas com bom trânsito entre fugitivos e sociedade, e ainda interferiam no jogo político. O primeiro quilombo abolicionista conhecido pela história brasileira, membro ativo na luta pela extinção imediata do sistema escravista, deu origem ao que hoje é o bairro do Leblon, metro quadrado mais caro da cidade. Quilombo do Leblon, ficava onde hoje é a Zona Sul do Rio de Janeiro e era um quilombo abolicionista o seu criador, e chefe, era o português José de Seixas Magalhães. Seixas dedicava-se à fabricação e ao comércio de malas e sacos de viagem na Rua Gonçalves Dias, no Centro, suas malas eram feitas em uma fábrica com máquina a vapor. Além da fábrica de malas, Seixas também possuía uma chácara no Leblon, onde cultivava flores com a ajuda de escravos fugidos. Seixas escondia os fugitivos na chácara do Leblon com a ajuda dos principais abolicionistas da capital do Império, muitos deles membros da Confederação Abolicionista. A chácara de flores, de Seixas, era conhecida como o "quilombo Leblond", ou "quilombo Le Bloon" Era no, Quilombo do Leblon que Seixas cultivava suas famosas camélias, que era símbolo do movimento abolicionista. O Quilombo do Leblon contava com a proteção da Princesa Isabel. E como prova de gratidão Seixas fornecia camélias, regularmente, ao Palácio Isabel, residência da princesa, em Laranjeiras (hoje sede do governo do Estado). As camélias de Seixas enfeitavam a mesa de trabalho da Princesa e sua capela particular, onde ela fazia suas orações. Além das camélias Seixas também ofereceu a pena de ouro à Princesa Regente, que mais tarde em 13 de maio de 1888 seria usada para assinar a Lei Áurea.

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