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Benjamin de Oliveira

Benjamin de Oliveira

benjamin-oliveira-afroBenjamin Chaves, (Pará de Minas, 11 de junho de 1870 — Rio de Janeiro, 3 de maio de 1954) mais conhecido como Benjamin de Oliveira, foi um artista, compositor, cantor, ator e palhaço de circo brasileiro. Ele é mais conhecido por ser o primeiro palhaço negro do Brasil. Além de ser o idealizador e criador do primeiro circo-teatro. O sobrenome "Oliveira" veio após se inspirar no nome de seu instrutor, Severino de Oliveira. Hoje em dia e sempre encontrar um palhaço negro é muito difícil, mas em 1870 nascia o primeiro palhaço negro brasileiro. Benjamim foi uma pessoa de talento nato, ator, cantor, instrumentista e compositor. Nasceu em Para de Minas Gerais e faleceu no Rio de Janeiro em 1954. Fugiu de uma fazenda onde morava e trabalha com a família para um senhor feudal, ainda menor de idade se juntou a trupe do Circo Sotero. Virou palhaço por um acaso do destino o “oficial” adoeceu e após uma reunião dos integrantes do circo decidiram por colocar Benjamim como o palhaço para substituir pois não havia nuguem para entrar no lugar . O início não foi fácil pois suas atuações foram vaiadas. Depois de trabalhar em vários circos, adquiriu experiência bastante para atuar como palhaço do Circo Caçamba, então armado na Praça da República, São Paulo. Aí trabalhou aproximadamente três anos, e, em 1893, obteve o lugar de palhaço principal do Circo Spinelli, famoso na época, no qual encenou quadros cômicos extraídos de operetas e peças burlescas. Na Semana Santa, representou o papel de Cristo, com o rosto pintado de branco, uma vez que era negro. O sucesso dessa idéia de conjugar teatro com circo abriu caminho para a popularização de clássicos, como Otelo, de William Shakespeare (1564-1616), e A Viúva alegre, de Franz Lehár (1870-1948), em que reservava para si os principais papéis masculinos. Nos entreatos cantava lundus, chulas e modinhas, especialmente de seu amigo Catulo da Paixão Cearense, acompanhando-se ao violão. Deixou gravadas algumas músicas na Columbia, por volta de 1910, como o monólogo Caipira mineiro, os lundus As comparações e O baiano na rocha, este em duo com Mário Pinheiro.  Seu sucesso foi tão estrondoso para época que até o então presidente do Brasil Floriano Peixoto o elogiou.

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