terça-feira , novembro 13 2018
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Século XVIII / XIX

Como foi o processo de fim da escravidão

A campanha cívica que pôs fim à escravidão no Brasil contou com a participação de vários setores da sociedade brasileira, à exceção dos grandes proprietários de terra - como os cafeicultores paulistas, que certamente perdiam com o fim da mão-de-obra escrava. É o que conta o historiador Marco Antonio Villa na entrevista que segue. Como começou o movimento abolicionista do Brasil? O abolicionismo foi um produto da década de 1880. Até então, o que havia eram tentativas emancipacionistas que queriam a extinção gradual do trabalho escravo, enquanto os abolicionistas desejavam a abolição total e imediata da escravidão. Antes da Lei Áurea, a escravidão vinha perdendo força, não? Sim. O primeiro golpe na escravatura foi a abolição do tráfico negreiro, ocorrido ... Leia Mais »

O compositor negro que influenciou Mozart – Chevalier de Saint-George

O compositor negro que influenciou Mozart – Chevalier de Saint-George

Joseph Bo(u)logne, o Chevalier de Saint-George (Baillif ,Guadalupe, 25 de dezembro de 1745 — Paris, 10 de junho de 1799) foi uma das figuras mais importantes na cena musical da segunda metade do século XVIII. Conhecido popularmente por "Mozart Negro", foi um dos primeiros músicos na Europa conhecido por ter ascendência africana. Obras Saint-George escreveu sinfonias, cerca de 25 concertos para violino e orquestra, quarteto de cordas, Sonatas, e canções no estilo de Mozart e Haydn. Ele também escreveu pelo menos cinco óperas com uma possível sexta ópera, Le droit de seigneur. G 2 \ Quarteto de cordas Op. 1 No. 1 em dó maior G 3 \ Quarteto de cordas Op. 1 No. 2 em ré bemol maior G ... Leia Mais »

Diáspora africana

Diáspora africana

Diáspora africana — também chamada de Diáspora Negra — é o nome que se dá ao fenômeno sociocultural e histórico que ocorreu em países além do continente africano devido à imigração forçada, por fins escravagistas mercantis que perduraram da Idade Moderna ao final do século XIX, de africanos (em especial africanos de pele escura chamados pela cultura ocidental de negros ou afrodescendentes). Contraste ao fomentado por interesses exploratórios, dominativos pelo arrefecimento do poder alheio ou etnocêntricos — internos ou externos — que se manifestam nas guerras de tribo e na anomia reais e estereotipadas do continente africano em si, na América e no território geral de influência passada ou contemporânea do Ocidente onde houve das colônias mercantilistas à base de ... Leia Mais »

Fotos antigas mostram negros vivendo em zoológicos humanos

Fotos antigas mostram negros vivendo em zoológicos humanos

A história conta, mas muita gente sequer imagina que um dia negros, índios e esquimós foram tratados literalmente como animais. A partir de 1935, a Europa começou a receber zoológicos humanos. Neles, pessoas brancas observavam negros, índios e esquimós em cativeiro. Confira as imagens. Até o início do século XX, os africanos foram mantidos em zoos em Antuérpia, Basileia, Berlim e Londres. Andavam com trajes típicos e eram obrigados a levar um estilo de vida tradicional: plantando, fazendo esteiras e cozinhando. Apesar de terem acabado durante a II Guerra Mundial, os zoológicos humanos foram responsáveis pela morte de vários negros em cativeiro. Leia Mais »

As Brutais Atrocidades Belgas na África (E o “Grande Esquecimento”)

As Brutais Atrocidades Belgas na África (E o “Grande Esquecimento”)

Leopoldo II nascido em Bruxelas, a 9 de abril de 1835 morto em Laeken, a 17 de dezembro de 1909, foi o segundo rei dos belgas. Era o segundo filho do rei Leopoldo I, a quem sucedeu em 1865, permanecendo rei até sua morte. Foi irmão da imperatriz Carlota do México e primo-irmão da rainha Vitória do Reino Unido. Os escravos que eram considerados "preguiçosos", estavam sujeitos a uma punição brutal. O regime da colônia africana de Leopoldo II, o Estado Livre do Congo, tornou-se um dos escândalos internacionais mais infames da virada do século XIX para o XX. O relatório de 1904, escrito pelo cônsul britânico Roger Casement, levou à prisão e à punição de oficiais brancos que tinham ... Leia Mais »

100 Cidades Africanas Destruídas Pelos Europeus, parte I

100 Cidades Africanas Destruídas Pelos Europeus, parte I

PORQUE existem poucos edifícios históricos e monumentos na África subsaariana! O motivo é simples. Os europeus destruíram a maior parte. Só nos restam os desenhos e descrições de viajantes que visitaram os lugares antes das destruições. Em alguns lugares, ainda se podem ver ruínas. Muitas cidades foram abandonadas e viraram ruína quando os europeus trouxeram doenças exóticas (varíola e gripe) que começaram a se espalhar e matar gente. As ruínas dessas cidades ainda se encontram escondidas. De fato, a maior parte da história de África está ainda soterrada. Neste artigo, vou compartilhar fragmentos de informação sobre África antes da chegada dos Europeus, as cidades destruídas e as lições que podemos aprender, enquanto africanos, para o futuro. A coleta de fatos que ... Leia Mais »

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL – UM PRESENTE DOS SENHORES

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL – UM PRESENTE DOS SENHORES

Por Cléber Sérgio de Seixas O relato bíblico do Gênesis narra um episódio no qual o patriarca Noé plantou uma vinha, embriagou-se de vinho, pôs-se nu dentro de sua tenda e foi surpreendido na sua vergonha pelo filho mais moço, Cam. O caçula fez saber o ocorrido a seus irmãos mais velhos. Diante da exposição promovida por Cam, Noé o amaldiçoou condenando os descendentes daquele a serem servos dos servos de seus irmãos. Muitos exegetas fundamentalistas bíblicos enxergam aí a origem da raça negra e a explicação "divina" para a escravidão desta por outras ditas superiores, inferindo, assim, que os negros são membros de uma raça maldita cuja sina é servir aos descendentes dos filhos de Sem e Jafé, os ... Leia Mais »